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A
identidade é o que particulariza uma cultura. Ela é
construída a partir de um lugar. É um jeito de estar
no mundo, de olhar pra ele. As coisas vistas da perspectiva do rio
de nossa aldeia, aludindo aqui aos versos de Fernando Pessoa. Há
tempos, o geógrafo Milton Santos alertou para os perigos da
globalização: ela poderia banalizar as singularidades.
Mas a cultura é organismo vivo e sempre encontra formas de
não se deixar amarrar. Tem sido esta a resposta de vários
criadores e produtores de diferentes países: afirmar suas diferenças
com relação à cultura de massa. É este
também o foco de SLOW FILME – Festival Internacional
de Cinema e Alimentação.
Ao longo de quatro dias, na cidade de Pirenópolis, Goiás,
os espectadores poderão tomar contato com a diversidade humana
e cultural em filmes inéditos, de geografias variadas, e que
apresentam um ponto em comum: a inspiração nos conceitos
do movimento Slow food.
SLOW FILME oferece uma programação de qualidade, feita
por quem ama cinema e gastronomia, acompanhada de palestras, degustações
e roteiros de visitação a espaços em concordância
com os princípios do movimento Slow Food, que prega o retorno
à tradição alimentar, à vida simples e
em harmonia com a natureza. Um convite à sintonia entre imagens
e sabores.
Ao longo da programação, no Cine-Teatro Pireneus, serão
exibidos 16 filmes, de países tão diversos quanto Irã,
Hungria, Sérvia e Dinamarca. Vários deles premiados
no Slow Food on Film, festival pioneiro do gênero, realizado
em Bologna, na Itália.
No programa, com curadoria de Sérgio
Moriconi, filmes como Terra Madre, de Ermanno Olmi, diretor do
premiadíssimo A Árvore dos Tamancos, e a estréia
nacional do documentário Ouro Negro da Floresta, de Delvair
Montagner, além de animações divertidas (Nos
bastidores da fast-food) e imagens de tirar o fôlego (como no
português Ainda há pastores?). É com imenso prazer
que a Objeto Sim Projetos Culturais e seus parceiros apresentam SLOW
FILME, um chamado ao prazer! |
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